A História do VILIPÊNDIO

No dicionário vilipendiar significa aviltar, desprezar. E foi por isto que Vilipêndio foi escolhido para ser o nome de uma banda que promete fugir de qualquer regra ou modismo que possam aprisionar o barulho de seu som.

Tudo começou em 96 quando Ricardo Caulfield e Márcio Bukowski juntaram as suas guitarras para tocar algumas músicas de punk-rock, assim como outras do Black Sabbath, referências para ambos. Isto tornou-se um hábito dos finais de semana. No ano seguinte, juntou-se a eles Alexandre Salinger que passou a tocar baixo. Em pouco tempo, já estavam compondo e resolveram montar uma banda, mas então os problemas começaram: quem seria o baterista? Alguns nomes foram testados sem sucesso. A solução foi tocar o grupo como um projeto(na época chamado Vilipêndio de Cadáveres), mas ainda havia o desejo de gravar um dia um CD. E foi isto que levou Alexandre a estudar bateria e assumir o instrumento. Com Márcio tocando o baixo e a guitarra-base, gravaram o CD 15 Abismos, lançado no fim de 2001.

Com 15 músicas em português, misturando hardcore e riffs de metal em um estilo motorhead, o disco é do tipo “ame.ou odeie”, tal a sujeira das guitarras, vocais berrados e letras violentas. Para isto, a produção de Carlos Lopes realçou ao máximo a maior característica do som do grupo: a agressividade tosca, com a guitarra em um volume devastador.
Nos temas abordados em 15 Abismos, temos a polícia(em EU DEFENDO A LEI), metáforas sobre o país(VERDE E AMARELO), sobre religião(PARAÍSO) e outros, com tons ora irados, ora sarcásticos. Em comum, todas as letras preferem ser anárquicas do que dar conselhos ou lições de moral.

Gravado o CD, a vontade de transformar o projeto em banda revitalizou-se, e Alexandre Salinger (por problemas de agenda) deu lugar a Nílson Guimarães. No baixo, entrou Marcelo Ramiro, oriundo de uma banda cover de Jimi Hendrix. Para completar a formação, entrou, no final de 2002, Thiago Sobral, para a guitarra. Com os três novos integrantes, além de Ricardo(agora só no vocal) e Márcio(guitarra), o grupo promete honrar o significado do nome que carrega.

Ainda em 2002, o vocalista Ricardo Caulfield escreveu um livro inteiramente baseado no disco de estréia e disponibilizou-o no site. Algumas cópias foram impressas, com uma bela capa concebida por Lois Lancaster (vocalista do Zumbi do Mato).

Após quase dois anos fechados, a reabertura do mais tradicional reduto do rock do Rio de Janeiro, o Garage (na Rua Ceará, Praça da Bandeira), em 2003, teve justamente o Vilipêndio como primeira banda da nova fase, que passou a se chamar Garage-Sobradão do Rock.

– Garage é símbolo do rock underground no Rio, é o maior orgulho participar da reabertura de um espaço que nunca deveria ter sido fechado – declarou Ricardo Caulfield, na ocasião.

Outro show que se destacou em 2003 foi com a banda de hardcore argentino, a Hard Life, que ocorreu na Lapa, com outras bandas punks.

Em 2004, o grupo começa a compor novas músicas para o sucessor de 15 Abismos. Neste ano, destaca-se a apresentação com o Cólera, Pacto Social, 8mm no Garage.

As gravações do disco começam neste ano, com intervalos regulares, por causa de shows e outras atividades dos integrantes. Começa também neste período o entrosamento com as bandas da União Punk Independente-RJ (UPI), que propicia vários shows com grupos parceiros como Repressão Social, Ataque Brutal, Lacrau e outros.

Em 2005, a banda termina o CD Um segundo de glória, mas tem outra baixa em sua formação: Thiago Sobral resolve sair, deixando uma lacuna. Sua saída tem como motivo sua vontade de buscar outros estilos musicais e o descontentamento com os rumos do grupo. Neste mesmo período, Marcelo Ramiro é reintegrado, agora nas guitarras. Ainda em 2005, sai pela Star Music a coletânea de bandas de estilos diversos chamada Keys of rock 2, contendo "Gosto de chegar atrasado" (de autoria de Thiago e Ricardo) e Paraíso (regravação da música do CD 15 Abismos, já com Marcelo nas guitarras). A repercussão é boa (ver críticas no clipping). Para continuar o tumultuado ano de 2005, o baterista Nilson Guimarães sai da banda e é substituído em novembro do mesmo ano por Beto Hardcore.

Em 2006, o Vilipêndio faz a primeira aparição em São Paulo, junto aos colegas do Lacrau, Repressão Social e Ataque Brutal. Por motivos diversos, para os shows em SP, Thiago Sobral foi recrutado temporariamente e Beto também foi substituído por Alex Fersan, experiente baterista batalhador do underground do Rio. Os shows foram em Cidade Tiradentes e Ademar. Pelo fato de estar com uma formação muito diferente resolvem usar outro nome: os 3 Abismos. Em julho, a formação volta a ser Ricardo, Marcelo, Marcio e Beto e, após, um show polêmico (que recebeu críticas dos próprios integrantes) em Botafogo, as relações entre integrantes voltam a azedar. Por motivos de diferenças musicais e falta de tempo, Marcelo e Beto partem para outros rumos. De uma tacada só entram Thiago Sobral e Alex Fersan, que já haviam tocado juntos em SP e gostado da experiência. Em outubro de 2006, em Duque de Caxias (RJ), o novo Vilipêndio estréia um set curto, com 12 músicas, mas que contagiou os presentes.

Em 2007, uma nova baixa: Marcio Bukowski percebe que não iria conseguir acompanhar a agenda de shows da banda e resolve pular fora. Isto causa apreensão, pois com Ricardo, o baixista era o único que permanecia desde o começo, sendo um dos lideres e principais compositores do grupo.

Sem querer baixar a guarda, começam intermináveis testes com novos candidatos ao posto. Entre eles, estava Alex Franulovic que foi aprovado, mas, com o tempo curto, não pôde ficar muito tempo. Muitos outros nomes foram testados, alguns reprovados por critérios técnicos, outros por não se adaptarem às personalidades às condições da banda. Em 2008, mais um baque: Thiago também desiste, deixando a banda restrita a Ricardo Caulfield e Alex Fersan, vocal e bateria respectivamente.

Ricardo então assume a guitarra e junto com o baterista começam a treinar. O objetivo era singelo: apenas não parar, não deixar a chama morrer. Não havia mais shows. Idéias para musicas novas foram surgindo pouco a pouco. Ricardo retoma os estudos de guitarra.

Mas 2009 seria ainda mais problemático.

Problemas de saúde deixaram a banda enfraquecida neste ano, particularmente Ricardo Caulfield, que se submete a uma cirurgia. Ensaios cada vez mais inconstantes. Seria o fim?

No final do ano, com Ricardo em melhores condições retomam testes com novos baixistas e ensaios. Dessa vez começam a pensar na possibilidade de gravar novas faixas. Entre elas, "Meu nome é vingança" e "A noite do Vilipêndio", ainda instrumentais e sem nome ou letra.

E os frutos foram colhidos em 2010, em que Ricardo e Alexandre começam a registrar faixas novas, enquanto mantém os testes com mais candidatos. E Alex Franulovic resolve tentar de novo, agora com mais tempo para se dedicar. E com Ricardo na guitarra e Alexandre Fersan na bateria e Alex no baixo apresentam-se na Audio Rebel, no Rio de Janeiro, em 18 de dezembro do mesmo ano, quase 3 anos depois do último show.

Em 2011, lançam "A Eternidade do Caos" que é imediatamente comparado ao cd de estréia "15 Abismos", por trazer uma produção insandecidamente pesada. Nada de faixas tão acessíveis como "Anestesiado" (do anterior, "Um segundo de glória" – embora todos da banda gostem).O novo cd é um trabalho cru e extremamente agressivo, talvez refletindo os dissabores que os integrantes vinham passando nos últimos anos. E algumas peculiaridades do novo trabalho: pela primeira vez um cd da banda tem uma faixa título; a musica "Valsa da derrocada" conta também com a utilização de piano e é pioneira em uma mistura de estilos tão diferentes; e a "A noite do Vilipêndio" torna-se um novo hino. "Como não há perigo de batizarmos uma nova musica com o nome da banda, então esta é a nossa representante oficial", explica Ricardo. Além disso, há os solos de guitarra de Leo Hell, convidado especial em "Tem sempre um idiota querendo me ensinar uma lição" e "Salvando o mundo (e ganhando dinheiro).

Para não perder o hábito de mudanças de formação, dessa vez é o baterista Alexandre Fersan que sai, sendo substituído por Beto Hardcore, ou Alberto Fuzz, que já havia tocado com o grupo alguns anos antes....

... E CONTINUA....

Contatos: Ricardo Caulfield: ricardocaulfield@hotmail.com,
Site oficial: www.vilipendio.com /
E e-mail: vilipendio15abismos@hotmail.com ou vilipendio@vilipendio.com

Histórico das formações:

Vilipêndio (projeto, em 2001):
Ricardo Caulfield: vocal, guitarra-solo
Márcio Bukowiski: baixo, guitarra-bse
Alexandre Salinger: bateria

Vilipêndio (primeira formação da banda, de final de 2001 a setembro de 2002):
Ricardo Caulfield: vocal
Márcio Bukowiski: guitarra
Marcelo Ramiro (baixo)
Nilson Guimarães: bateria

Vilipêndio (de setembro de 2002 a fevereiro de 2004)
Ricardo Caulfield: vocal
Márcio Bukowiski: guitarra-base
Thiago Sobral: guitarra
Marcelo Ramiro: baixo
Nilson Guimarães: bateria

Vilipêndio (de fevereiro de 2004 à fevereiro de 2005 ?)
Ricardo Caulfield: vocal
Márcio Bukowiski: baixo
Thiago Sobral: guitarra
Nilson Guimarães: bateria

Vilipêndio (de março de 2005 setembro de 2005)
Ricardo Caulfield: vocal
Márcio Bukowski: baixo
Marcelo Ramiro: guitarra
Nilson Guimarães: bateria

Vilipêndio (de novembro de 2005 a agosto de 2006)
Ricardo Caulfield: vocal
Márcio Bukowski: baixo
Marcelo Ramiro: guitarra
Beto Hardcore: bateria

Vilipêndio (de outubro de 2006 a novembro de 2007)
Ricardo Caulfield: vocal
Márcio Bukowski: baixo
Thiago Sobral: guitarra
Alex Fersan: bateria

Vilipendio (de janeiro/2010 até agosto/2011)
Ricardo Caulfield: guitarra e vocal
Alex Franulovic: baixo e vocal
Alex Fersan: bateria

Vilipendio (de agosto de 2011 até setembro de 2012)
Ricardo Caulfield: guitarra e vocal
Alex Franulovic: baixo e vocal
Beto Hardcore: bateria

Vilipêndio: (de outubro de 2012 até junho de 2013)
Ricardo Caulfield: guitarra e vocal
Marcio Klapperich: baixo e vocal
Beto Hardcore: bateria

Vilipêndio (de agosto de 2013 até abril de 2014)
Ricardo Caulfield: guitarra e vocal
Márcio Klapperich: baixo e vocal
Alexandre Fersan: bateria

Vilipêndio ( de junho de 2014 até...)
Ricardo Caulfield: guitarra e vocal
Simone Caulfield: teclado
Alexandre Fersan: bateria

 

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